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Cerbasi: ensino e questionamento evitam a manipulação do investidor

Um mercado maduro, diverso e crescente: assim pode ser definido o mundo das aplicações financeiras no Brasil. Mas quem olha para uma foto atual não pode ter dimensão do caminho percorrido para chegar ao patamar apanhado.

Gustavo Cerbasi, consultor e responsável de diversos best-sellers de finanças, porquê Casais Inteligentes Enriquecem Juntos, de 2004, foi uma das vozes pioneiras na idade em que os “influenciadores digitais” ainda não existiam, e ainda menos no mundo de investimentos.

Cerbasi conta que nos anos 2000, quando os bancos reservavam o chegada aos investimentos somente para os clientes dos segmentos privado, a capitalização da ensino financeira ainda engatinhava no Brasil. A chegada de novas corretoras e bancos digitais, e o proveito de graduação das redes sociais, no entanto, mudaram o jogo.

O YouTube teve um papel fundamental nesse processo, dando aos usuários das redes a oportunidade de fazer contato com quem estava prestes a falar sobre investimentos. Foi um grande impulso para o investidor buscar conhecimento no mundo das finanças ”, disse Cerbasi, em entrevista exclusiva à EXAME Invest.

Mas porquê tudo tem um lado bom e um lado ruim, o consultor financeiro diz que boa segmento dos investidores consome esse novo teor em procura de dicas prontas, e que não consegue, ainda, discernir o que é adequado para o próprio momento de vida.

Leia a conversa completa com Gustavo Cerbasi:

Uma vez que foi o processo de transformação da ensino financeira no Brasil, na sua visão?

No início da dez de 2000, pequenos grupos de investidores decidiram se mobilizar para diminuir as exigências e quebrar barreiras. Na idade eclodir a surgir porquê primeira plataforma de investimento, que eram a solução correta, mas nascer antes do sazão da ensino financeira do brasiliano. Isso começou a mudar mais recentemente, nos últimos 10 anos, quando ocorreu a ajuda das redes sociais. O YouTube teve um papel fundamental nesse processo, dando aos usuários das redes a oportunidade de fazer contato com quem estava prestes a falar sobre investimentos. Foi um grande impulso para o investidor buscar conhecimento no mundo das finanças.

Quais as oportunidades e armadilhas porquê redes sociais trouxeram para o investidor?

Existe um grande paisagem positivo, que é o da oportunidade. Por outro lado, muitas vezes o teor das redes sociais leva o investidor a debates distorcidos, tendenciosos ou manipuladores. Tenho a sensação de que muitas vezes as pessoas estão induzidas a entrar em bolhas. Começa a permanecer simples que é necessário separar o teor que é mera curiosidade do teor que pode ajudar a tomar decisões consistentes, decisões que levam ao resultado de. Nem sempre quem traz recomendação tem embasamento para orientar a todos.

Uma vez que uma pandemia influenciou esse cenário?

UMA pandemia possui um alerta para o investidor. Em 2019 é difícil esgrimir sobre a premência de se preparar para uma. Com a rendendo menos de 3% ao ano e o mercado de em subida, o investidor não queria saber se, liquidez e proteção de pequeno prazo. A crise nos mercados causados ​​pela pandemia ensinou ao investidor o que é um cenário extremo, de grandes perdas para todos.

Ficou simples que ter uma carteira balanceada e uma estratégia de proteção que permite agir sobre as perdas é tão importante quanto observar porquê oportunidades. Seguir uma estratégia muito fundamentada é até mais precípuo do que comitiva carteiras recomendadas de , de , de criptoativos etc.

Uma vez que o pequeno investidor pode montar essa estratégia?

O primeiro caminho pra quem tem um volume financeiro menor é narrar com um bom assessor de investimentos. É simples que o pequeno investidor vai narrar com uma ajuda mais impessoal e automatizada, porque esses profissionais ganham um percentual sobre os produtos, e portanto têm um repasse pequeno quando atendem quem tem uma carteira pequena.

O segundo caminho verosímil é através da ensino financeira. As redes sociais nos jogam em um caldeirão de informações e nos dá poucos filtros. O melhor é o investidor estruturar esse conhecimento através de livros, bons autores. Ele quer entender de ações? Portanto pode buscar os melhores autores que escrevem sobre estudo fundamentalista, por exemplo. O teor dos livros vai dar uma base para que o investidor construa uma risco de raciocínio e possa debutar a esgrimir com os assessores de investimentos que têm uma abordagem mais impessoal. Assim, ele vai receber a carteira recomendada e vai poder questionar alguns pontos.

Qual o papel das redes sociais nesse cenário?

O teor produzido por influenciadores pode ser um elemento de provocação ou uma via de chegada do investidor a novidades e tendências. Mas é importante nunca tomar decisões com base só em um vídeo, porque não se sabe a namorada recomendação. O investidor deve lembrar que tudo que está na rede e é gratuito tem qualquer tipo de interesse ulterior. Se toda a estratégia de emprego está sendo baseada em fóruns e teor das redes sociais, talvez o investidor esteja sendo mais manipulado do que orientado.

Uma vez que essa manipulação manipulada?

Eu, por exemplo, tenho mais de 1 milhão de seguidores no Instagram. Se eu lançar uma carteira recomendada com 10 ações, basta que segmento dos meus seguidores siga minha estratéga para que eu consiga manipular os preços dos ativos que estou recomendando. Aí vai ser fácil esgrimir que carteira é muito definida, porque eu manipulei o mercado e o ativo se valorizou. Vão sendo tratado “mini bolhas” com base no sucesso manipulado, com base nessas distorções. Só que é importante que o investidor saiba que quando uma crise vem, os ajustes maiores acontecem justamente em ativos desse tipo.

Acredito que existe um poderoso elemento de manipulação no mercado, e vale, inclusive, um questionamento na CVM (Percentagem de Valores Mobiliários). Hoje diversos influenciadores com mais seguidores do que o número totalidade de CPFs na .

Uma vez que o investidor pode evadir dessas bolhas?

A manipulação vai deixar de sobrevir quando criarmos a cultura do questionamento. O investidor está em procura de dicas prontas, ele não quer ter o trabalho de pesquisar. A falta de hábito de estudo é perigosa, principalmente para o alcance do resultado longo prazo. Ainda existem outras armadilhas pelo caminho – pessoas sem conhecimento vão detrás de informações e são abordadas por veículos de informação oportunistas, por recomendações de carteiras muito alavancadas, carteiras com exposição exagerada em criptoativos, ou até pior: por esquemas de pirâmide financeira.

Só há uma forma de mudar isso: melhorando a ensino financeira, tornando-a universal. É fundamental educar os jovens, porquê as escolas já começam a fazer, mas há uma geração de adultos que precisa ter disciplina para buscar o conhecimento.

Uma vez que acredita que vai ser o comportamento do investidor no pós-pandemia?

No ano pretérito, o número de CPFs na bolsa continuada, o que foi um vestígio simples de que o brasiliano estava esperançoso na retomada. Agora visto temos uma ingressão importante de recursos estrangeiros, o que tem feito o dólar tombar, mas é muito importante lembrar que o Brasil continua sendo o Brasil. Temos adiante reformas polêmicas, porquê a tributária, e, mais importante, teremos atualizado em 2022. Não é a hora ideal para o investidor ter uma carteira voltada para aproveitamento de tempo.

O melhor para o pequeno e médio investidor é ser poderoso na crise. Erigir uma suplente de emergência adequada para mourejar com turbulências – não só porquê turbulências de mercado, mas também a perda de serviço e outros imprevistos – é só o primeiro passo. Depois ele deve montar uma estratégia complementar para o projecto de, que ainda pode ser bastante focada em um projecto de previdência. Só logo ele deve debutar a pensar em, para complementar os dois pilares. Para a grande tamanho do brasiliano, o que é verosímil poupar mal dá para a primeira segmento. A especulação precisa ser a segmento menor da carteira, e uma segmento que não comprometa projetos de pequeno e longo prazo.

Na sua visão, o que seria uma boa carteira de investimentos?

Uma boa carteira de investimentos é uma que não precisa mudar muito ao longo do tempo. Se o investidor está sentindo premência de ajustar a carteira com muita frequência, talvez ele esteja mais especulando do que investindo. Para os comerciantes isso não é um problema, porque eles podem destinar o tempo para apostar em prol ou contra o mercado. Mas para o investidor generalidade, que se dedica ao trabalho e que tem uma série de preocupações, especulação ou negociação são elementos perigosos para a carteira. Ele vai incorrer um risco enorme para talvez conseguir uma carteira que vai render 10 ou 20%, mas se o patrimônio dele é pequeno, esse é um proveito imaturo. A renda futura do investidor não pode estar só à mercê do sucesso do mercado.

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