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Conheça o músico brasílico que teve a morte anunciada por gravadora, mas está vivo – 06/05/2021 – Ilustrada

Em 2016, o selo britânico Far Out Recordings relançou o álbum de estreia de José Mauro, misterioso cantor e violonista brasílico tal qual LP de 1970 “Obnoxious” virou um clássico ilustrado no Brasil e entre os famosos caçadores de álbuns de vinil raros Madlib, Floating Points e Gilles Peterson.

Os materiais de divulgação do álbum destacavam que as condições da morte de José Mauro, que se supunha ter ocorrido na dezena de 1970, eram inexplicadas. Ele podia ter morrido num acidente de coche ou ter sido assassinado pelo regime militar por fabricar supostas canções de protesto.

Só há um porém: José Mauro continua vivo.

Ele nunca se desentendeu com uma ditadura militar brasileira nem criou qualquer coisa que se aproximasse de constituir música de cunho político, apesar de sua arte radiante ser vista uma vez que válvula de escape. “Eu era estudante, um estudante de música que se dedicava a imaginar. Zero mais ”, escreveu José Mauro, 72 anos, em e-mail redigido com a ajuda de um tradutor. “O meu negócio era a natureza. A natureza e a formosura. ”

A Far Out, peculiar em música brasileira, voltou sua atenção novamente ao catálogo de José Mauro, relançando seu segundo álbum (o único além de “Obnoxious”), “A Viagem das Horas”. Trata-se de uma fusão magistral de folk psicodélico e soul orquestral que, apesar de ter sido gravada juntamente com “Obnoxious”, só foi lançada seis anos depois o primeiro disco.

Enquanto “Obnoxious” trouxe números de bossa novidade mais evidente, dominada pelo violão, o segundo LP representou um despertar músico e místico de José Mauro e sua parceira letrista, Ana Maria Bahiana, escritora e jornalista hoje residente em Los Angeles. A chegada desse LP obrigou a Far Out e outros que davam José Mauro uma vez que morto a reconhecer e encarar seu erro.

“Nós cá no selo acreditávamos genuinamente que José Mauro havia morrido. A verdade é só essa, na veras ”, escreveu no e-mail o fundador da Far Out, Joe Davis. “Não havia razão para pensarmos outra coisa na era. Logo que soubemos que ele estava vivo, paramos tudo até conseguir falar com ele. ” Davis disse que a revelação explica o hiato de cinco anos entre o relançamento dos dois álbuns.

Ninguém sabe ao claro por que conceber a rumores circulares sobre a morte de José Mauro. “Não imagino uma vez que isso pode ter começado”, escreveu o cantor. “Eu meio que sumi devido ao tempo enorme pretérito entre a gravação e o lançamento dos álbuns. Mas não motivo para pensar que eu tinha morrido! ” Joe Davis disse que o selo soube do suposto falecimento de José Mauro em 1994, Roberto Quartin, quando o macróbio produtor do artista, informou de uma provável catástrofe envolvendo o cantor.

“Quartin disse que lhe contaram que José Mauro talvez tivesse tido um acidente grave de moto ou morrido, mas que falou não tinha 100% de certeza”, escreveu Davis. Uma vez que ninguém sabia do paradeiro de José Mauro, nem mesmo os músicos com quem ele gravava, “isso nos levou a crer que ele devia estar morto”, disse Davis. O próprio Roberto Quartin morreu em 2004.

Mas Ana Maria Bahiana sabia que não era verdade. “Caminhar de moto é a última coisa que ele faria, porque odiava velocidade”, ela disse em entrevista por telefone. “Ele dirigia o coche de seu pai a 20 milhas por hora.” Especulou-se que ele teria sido recluso e torturado, “mas zero disso aconteceu”, ela disse. Bahiana entrou em contato com a Far Out depois do relançamento de “Servil”.

Ela sabia que José Mauro estava vivo, mas não sabia onde. O selo acabou contatando o cantor por meio de seu sobrinho, David Butter, que administra um mediar o relançamento da música de seu tio e descobr que José Mauro estava vivendo nos periferia do Rio, passando seus dias com leituras e papos com amigos.

A história de José Mauro começou num sítio em Jacarepaguá, na zona oeste do Rio. Ele foi criado numa família músico; seu pai cantava e seu bisavô era regente numa cidade do interno. Aos 6 anos de idade José Mauro começou a tocar sanfona. Nove anos mais tarde ganhou um violão, apesar de querer um piano. “Meu pai não teve condições de comprar um piano naquela era”, escreveu ele. Apaixonou-se pelo violão e estudou piano na respeitada escola de música ProArte, no Rio.

Seus professores professores de violão incluíram os mestres brasileiros Baden Powell, Roberto Menescal e Wanda Sá, e ele aprendeu a imaginar com uma iminente pianista Wilma Perdão. Na ProArte José Mauro infundiu elementos clássicos ao seu som de violão, distanciando sua música de um estilo rústico modesto para lhe conferir um som mais robusto. Ele se apaixonou pela música e não voltou mais detrás.

“A música virou uma aliada, e eu gostava disso”, ele escreveu. “Para mim não havia alegria maior do que pegar o violão e imaginar com a percepção. A música me chegou uma vez que uma oferta, um dom procedente. ”

José Mauro começou ouvindo cantores-compositores americanos (Bob Dylan, Jim Croce e James Taylor) e cantoras de jazz e blues (Billie Holiday, Ella Fitzgerald e Sarah Vaughan).

Entre os músicos brasileiros, gostava principalmente do soul melódico feito por gente uma vez que Edu Lobo, Tom Jobim e Milton Promanação. Essas influências variadas o ajudaram a forjar seu próprio som, que buscava promover a tranquilidade e a contemplação.

“Meu estilo é muito pessoal”, ele escreveu. “Sempre me senti um músico nato, senti que carrego canções dentro de mim. Estava disposto a dar o melhor de mim para o mundo sem furar mão de meu estilo de imaginar. ” Ele escrevia canções em seu quarto, olhando para a Mata Atlântica, onde observava bichos, borboletas e aves. “Quando estava em astral criativo, eu ligava o gravador e começava a imaginar.”

José Mauro impressionou Quartin, que quis ser seu produtor, tocando uma valsinha que acabara de imaginar no violão depois de um jantar na morada de um companheiro reciprocamente deles. Pouco depois disso foi apresentado a Ana Maria Bahiana por uma amiga dela e visitou sua futura colaboradora na morada dela em Ipanema. Os dois grafar a grafar de canções que acabariam fazendo segmento de “Obnoxius” e “A Viagem Das Horas”.

“A gente se entendeu perfeitamente desde o primeiro momento”, disse Bahiana. “Eu amei a música dele. Achava fácil encontrar letras para músicas dele. ”

Roberto Quartin, produtor brasílico que lançara muro de 20 álbuns por seu selo Forma, escolhidos uma vez que canções das quais gostou mais e pôs José Mauro e Bahiana no estúdio com Lindolfo Gaya, que fez os arranjos e regeu a orquestra. “Odioso” foi lançado com pouca fanfarra; Quartin perdeu interesse em lançar “A Viagem das Horas” e acabou vendendo o álbum.

“Sabe os selos que só soltam coisas tipo ‘As Melhores Canções dos Anos 40’, ‘Seus Jingles Favoritos’ ou coisas do gênero?”, Disse Bahiana. “Quartin acabou vendendo o segundo álbum a uma empresa dessas, que basicamente acabou com ele. E aquilo, para nós, foi o termo da história. ” Ela voltou para a faculdade e mergulhou em sua paixão pela escrita. José Mauro permaneceu no Rio, dando aulas de violão e compondo música para o teatro.

Ele disse que o hiato de seis anos entre um álbum e o outro acabou com sua vontade de imaginar mais canções. “Pareceram séculos”, escreveu. José Mauro não tem incerteza de que ele e Ana Maria Bahiana geraram suficientes para lançar mais dois LPs.

Desanimado com a indústria, ele acabou optando por uma vida tranquila. Quando foi envelhecendo, teve que parar por completo de tocar violão, tendo reconhecido um diagnóstico de Parkinson em período inicial. Agora suas mais trêmulas não lhe permitem mais dedilhar o instrumento. (“E para complicar ainda mais, as pessoas me deram por morto”, escreveu.)

Mesmo tendo perdido sua faísca criativa, José Mauro não é oferecido a lamentar o que ficou para trás. O indumentária de sua música ainda toar tão vibrante hoje quanto quatro décadas detrás é o bastante para ele.

A mesma coisa se aplica a Ana Maria Bahiana, que curte a pureza da música. “É a espírito dele falando”, ela disse. “Não há artifícios, não há zero tipo ‘vou imaginar tal coisa porque é a tendência agora’. É exatamente do jeito que compomos, o jeito uma vez que mostramos o espírito de José Mauro. O coração dele está ali. ”

Tradução de Clara Allain

Inspirado no Post: Se Quiser Ver o Original

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