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É provável perder peso durante uma pandemia e manter a saúde?




A pandemia permite perder peso sem colocar a saúde em risco?

A pandemia permite perder peso sem colocar a saúde em risco?

Foto: Shutterstock / Sport Life

A pandemia de coronavírus serviu porquê ‘pontapé inicial’ para muitos que desejavam perder peso. Com o isolamento social, a maioria das pessoas começou a permanecer mais em vivenda e fazer o home office, tendo a oportunidade de se nutrir melhor e de prestar mais atenção no que se vir.

“Além dos que já pretendiam emagrecer antes mesmo da pandemia, houve um aumento significativo dos que buscam expulsar alguns quilos para se proteger da doença. Isso porque pesquisas comprovam que o sobrepeso e a obesidade aumentam exponencialmente o risco de complicações no caso de infecção por Covid- 19 “, comenta a nutricionista Sophie Deram, doutora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

O “Covid-19 e a obesidade: O Atlas 2021”, divulgado recentemente pela Federação Mundial de Obesidade, indica que um táxon de mortalidade por coronavírus é aproximadamente 10 vezes maior em países onde metade ou mais da população está supra do peso. Outro estudo, divulgado pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, aponta que o risco de ser hospitalizado é 7% maior para adultos com obesidade proporção I (IMC entre 30 e 34,9) e salta para 33% maior para pacientes com obesidade proporção IV (IMC supra de 45), em conferência com pessoas com peso corporal considerado saudável (IMC entre 18,5 e 24,9).

A verosimilhança de intubação também é muito mais subida para os obesos, de conformidade com a pesquisa. O risco aumenta em 12% entre os adultos com sobrepeso (IMC de 25 a 29,2) e sobe para impressionantes 108% entre os obesos (IMC a partir de 45).

Dietas restritivas na pandemia

Diante dos números alarmantes em relação aos riscos aumentados para o coronavírus em decorrência da obesidade, muitos aderem às dietas restritivas, na tentativa de perder peso rapidamente. Porém, essa não é a melhor estratégia, mesmo em tempos ‘normais’, e torna-se ainda mais aventuroso em meio à pandemia.

“As pessoas buscam dietas ‘milagrosas’, acreditando que isso fará muito à saúde, mas não é muito assim. Dietas restritivas causam estresse e, neste momento que estamos vivendo, afetam ainda mais a saúde mental das pessoas. Se você quer perder peso e , principalmente, emagrecer de maneira saudável e sustentável, a resposta não são as dietas, e sim um estilo de vida saudável “, opina uma profissional.

Mesmo sem pandemia, o método defendido por Sophie vai contra as dietas radicais e a subtracção drástica da quantidade e dos tipos de mantimentos ingeridos. “É preciso estabelecer, desde cedo, uma boa relação com a comida, respeitando a própria penúria e deixando de lado os sentimentos negativos. nosso corpo “, avalia a PHD em Nutrição.

Na visão de Sophie, as dietas restritivas são uma “insídia”, pois a privação nutricional afeta negativamente o organização e desperta libido ainda maior por comida. “As restrições em excesso na hora de consumir podem tornar-se um” gatilho “para um distúrbio nutrir, pois geram um ciclo vicioso difícil de ser quebrado”, diz.

Sofreguidão é a principal ‘vilã’

Para um nutricionista, um grande “inimiga” do emagrecimento e da manutenção do peso ideal é a sofreguidão, que tende a se aumentar devido ao isolamento social. “Nos momentos de maior sofreguidão, é importante olhar para si mesmo, estudar a origem da penúria e tentar desvendar se ela é mesmo real ou emocional. Sentir-se ansioso em universal faz com que as pessoas comam mais, e de forma pouco consciente” , alerta.

“O tédio e a sofreguidão podem levar as pessoas a consumir mais do que peculiar, e depois elas passam a fazer dietas, na tentativa de perder o peso que acumularam. Ou seja, a sofreguidão é o gatilho inicial do lucro de peso, por isso, deve ser combatida “, ressalta.

Provisões x isenção

Outra tendência em meio ao isolamento social é uma procura por “superalimentos”, que supostamente aumentariam a isenção e ajudariam a prevenir a contaminação pela Covid-19. Mas será que existe mesmo um maná com essa capacidade?

Na visão de Sophie, a resposta é não. “Não existe fórmula mágica, infelizmente. Nenhum maná é capaz de aumentar nossa isenção ‘do dia para a noite’, e tutorar esse tipo de concepção não tem embasamento científico e é irresponsável”, diz.

Ela explica que existem muitos ‘mitos’ em relação ao uso das vitaminas C e D e outros suplementos no combate à infecção pela Covid-19. “A vitamina C pode ajudar, mas não é a única responsável por nós protector contra o novo coronavírus. A isenção é muito mais complexa do que só tomar suplementos e frutas cítricas. A melhor coisa que podemos fazer pela saúde é consumir comida caseira e fresca “, afirma.

O mesmo vale para a vitamina D e demais suplementos. “Não há evidências científicas que comprovem que o reforço da isenção e imunomodulação vitamina usando D são as únicas maneiras de prevenir a infecção pelo coronavírus. Aliás, ninguém vai aumentar sua isenção de forma imediata tomando suplementos. A superdosagem é tão prejudicial quanto não ter o necessário. Qualquer suplementação deve ter seguimento de um profissional “, elucida.

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